“Era uma vez Amélia, uma pulga fofoqueira que vivia fazendo as malas e mudando de casa. Uma correria danada! De cachorro para cobertor, de frasqueira de manicure para perna de avó, de penteadeira de cabeleireira para pele macia de bebê… e nada. Nenhum lugar tinha um astral legal para montar o seu escritório de fofocas. Amélia estava quase desistindo de procurar esse lugar quando conheceu aquela orelha confortável. Foi amor à primeira vista. Amélia ficou amarrada, quer dizer, gamada pela orelha esquerda do Beto. Por outro lado, a tal orelha também ficou encantada com tanta conversa que a pulga assuntava. Pronto, esta decidido! Montaria o escritório ali mesmo, na orelha esquerda do Beto. E foi assim que o Beto ficou com a pulga atrás da orelha…”
