Bruxa Cremilda

Desenvolvimento

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Jonas Imagem

Todos os livros da Bruxa Cremilda fluíram e foram escritos sem dificuldade alguma, sem pausas, como se eles já estivessem escritos, tive a impressão de que esses livros estavam prontos em alguma gaveta do meu imaginário, só tive o trabalho de abrir a gaveta e retirá-los dali. O fato é que entrei de cabeça e me coloquei no lugar do Jonas menino pensando o que eu gostaria de ler se voltasse a ter oito, nove ou dez anos de idade. Pensei em liberdade criativa, em alegria leitora, e deixei que as histórias crescessem, andassem com as próprias pernas. Sem falar que o Franco deu carta branca e eu, que não sou bobo nem nada, agarrei a oportunidade. Agora, cá entre nós, uma coleção de bruxa é tudo o que um escritor infantil gostaria de ter na vida, talvez seja por esse motivo que os livros brotaram de minhas mãos em tão poucos dias. Tenho de contar uma curiosidade: ao concluir os três primeiros livros, notei que a bruxa não tinha nome. Acontece que, no Natal de 2002, a Emma, minha amada secretária, me deu um livro de presente: "Dicionário de nomes" (Alfredo Scottini, Editora Eko). Revirei as páginas do dicionário do Scottini. Do início ao fim, de trás pra frente, curtindo alguns nomes, torcendo o nariz para outros e nada de encontrar um nome bom para a minha bruxa. De repente, lendo despretensiosamente a dedicatória do dicionário, eis que um nome saltou aos meus olhos: CREMILDA!!!!!!

O desafio chegou em bandeja de prata. Despencou do céu e caiu no meu colo, o editor Fernando Franco, da Franco Editora, poderia ter feito este convite para outro escritor, mas encasquetou comigo. Ele me escreveu um e-mail pedindo-me para criar uma coleção de bruxa, inicialmente com quatro títulos. Pediu, inclusive, para que mantivéssemos segredo. Nem preciso falar que aceitei a empreitada porque aquele convite provocou um formigamento absurdo em mim: mãos, coração, neurônios, alma. Tudo em mim desejava a coleção. Excepcionalmente, eu me sentei para escrever e escrevi. Não me sentei para planejar algo, ficar pensando, matutando. Nada disso. Sentei-me para escrever e peguei a ideia de jeito, com as duas mãos. Para quem vê de fora, fica a impressão de que escrevi com rapidez. Mentira. O fato é que eu estava muito reunido em mim mesmo, íntegro, apaixonado pela proposta. Não fiquei adiando decisões literárias para o minuto seguinte ou para o dia seguinte. A felicidade que reinava em mim fez a coleção acontecer.

A esposa do dicionarista Alfredo Scottini. Não tive dúvidas! Estava escolhido! Foi exatamente esse nome que originou o título "Bruxa Cremilda e seus cremes poderosos". Dos quatro primeiros livros lançados, esse, o dos cremes, foi o que mais agradou. Daí, entendi que a Cremilda, mesmo sendo horrorosa, era uma bruxa que veio ao mundo para criar produtos de beleza. Depois do livro dos cremes, vieram os xampus miraculosos, os sabonetes transformadores, os batons magnéticos, os perfumes maravilhosos, a fórmula do amor, a máquina de emagrecer. No nome dela já estava o seu destino, o seu caminho. Os primeiros livros saíram em 2003, de lá pra cá a aceitação da Cremilda e do pato Epitáfio só cresceu. Em 2017 foi criada a Coleção Bruxinha Cremilda, com três episódios de sua infância. Em breve, a Cremilda se casará com o... Ah! No tempo certo você saberá!