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Quatro passos para evitar brigas na resoluções de problemas

Quatro passos para evitar brigas na resoluções de problemas

É sabido que as crianças tem a capacidade de serem muito honestas e sinceras nos seus sentimentos e comentários. Estas características são muito positivas no comportamento infantil, sendo que o grande desafio das crianças está em descobrir seus sentimentos e terem confiança em expressá-los a um adulto sem que sejam repreendidas.

Sentimentos bons e ruins fazem parte do aprendizado da vida, do crescimento e maturidade emocional das crianças. Na hora de uma briga, não é possível controlar as atitudes da outra pessoa, mas podemos controlar as nossas atitudes e ações diante deste conflito. Se uma pessoa lhe ofende é normal que se sinta bravo ou triste. Mas cabe somente a você se irá devolver a ofensa ou tentar resolver tudo de forma pacífica.

Resolver determinadas situações de conflito com o outro, sem o uso da força ou da agressão mútua era o que defendia Mahatma Gandhi, líder do movimento de independência da Índia e um dos criadores da estratégia da não violência, comemorou o seu aniversário neste dia 2 de outubro, o dia da não violência.

O que é a comunicação não violenta?

A Comunicação Não Violenta (CNV) busca interpretar e entender os seus sentimentos dentro de uma determinada situação de conflito, procurando avaliar e entender também os sentimentos dos outros envolvidos, buscando a solução sem o uso de ofensas e agressões. Esta técnica de conversa foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg nos anos 1960 e divulgada em todo o mundo, a Comunicação Não Violenta (CNV) é um processo de entendimento mútuo que facilita o diálogo por meio da observação e da empatia. É um jeito de melhorar e dissipar o conflito sem a necessidade de culpar, ofender, humilhar, coagir ou ameaçar o outro.

A CNV foi testada e aprovada em vários países em conflitos, em escolas e em empresas, com excelentes resultados, se baseia em quatro elementos-chave que podem mudar radicalmente as relações com as pessoas:

1- Observação - de maneira descritiva e não julgadora

O que te incomodou? Descreva o fato para a pessoas com quem está conversando sem julgamentos. Por exemplo: se você não gostou que seus pais não brincaram com você em determinado dia, não os chame de preguiçosos. Diga simplesmente que te incomodou o fato de eles não terem brincado contigo naquele momento.

2 – Sentimentos - como nos sentimos em relação ao que estamos observando?


Busque conhecer mais sobre o que acontece dentro de você. Para entender mais sobre sentimentos faça a seguinte brincadeira com uma ou mais pessoas: escreva nomes como “medo”, “tristeza” e “alegria” em papéis e embaralhe. Tire um dos papéis e tente representar esse sentimento fazendo mímicas para a outra pessoa. Identificando seu sentimento, é mais fácil entendê-lo e dizer o que você sente para a outra pessoa. Quando seus pais não quiseram brincar com você, o que você sentiu? Tristeza, raiva, decepção? Conte a eles.

3. Necessidades - quais os valores e desejos geram nossos sentimentos?


Do que você precisa? Geralmente, sentimos algo bom quando a nossa necessidade é atendida e temos um sentimento ruim quando isso não acontece. Você sente a necessidade de brincar e ficou triste porque seus pais não brincaram com você. Diga isso a eles.

4. Pedidos - claros e específicos


O você gostaria que a pessoa com quem você está conversando fizesse para melhorar essa situação? Faça um pedido concreto, por exemplo: “eu quero que vocês brinquem mais comigo”. Deixe de lado frases genéricas como “quero que você me dê alegria” ou generalizações como “vocês nunca brincam comigo!”

Depois que você expressou com respeito e sinceridade seus sentimentos e necessidades à outra pessoa, é hora de ouvir o que ela tem a dizer. No caso usado como exemplo, seus pais podem justificar que estavam muito cansados quando você pediu para brincar. A partir disso, vocês podem chegar a algum acordo, como reservar algumas horas da semana para brincarem juntos.

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