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A literatura de cordel, Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

A literatura de cordel, Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

No dia 19 de setembro a literatura de cordel foi considerada como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) numa reunião no Rio de Janeiro com representantes do Ministério da Cultura e da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

O objetivo deste título é divulgar e proteger importantes expressões culturais típicas e lugares, para que possam estar sempre presentes na memória e na cultura das sociedades. A literatura de cordel teve início no Norte e no Nordeste do país e, posteriormente, se espalhou pelo Brasil decorrente do processo de migração populacional.

A presença da literatura de cordel é mais comumente vista em locais como Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Estados estes onde é possível encontrar esta expressão cultural, revelando o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados.

Através do cordel, poetas passaram a registrar histórias antes apenas conhecidas no boca a boca. Eles fazem isso por meio de versos rimados e geralmente impressos em folhetos artesanais.

Também é comum que esses versos sejam cantados ou declamados. Essa tradição começou quando os escritores queriam atrair compradores para os seus livros.

Os folhetos recebem também ilustrações características feitas a partir de moldes de madeira, arte conhecida como xilogravura.

Origem da Literatura de Cordel

A literatura de cordel teve início no século XVI, quando o Renascimento passou a popularizar a impressão dos relatos que pela tradição eram feitos oralmente pelos trovadores. A tradição desse tipo de publicação vem da Europa. No século XVIII esse tipo de literatura já era comum, e os portugueses a chamavam de literatura de cego, pois em 1789, Dom João V criou uma lei em que era permitido à Irmandade dos homens cegos de Lisboa negociar esse tipo de publicação. No início, a literatura de cordel também tinha peças de teatro, como as que Gil Vicente escrevia. Esta literatura foi introduzida no Brasil pelos portugueses desde o início da colonização, sofrendo influências das culturas africana, indígena, européia e árabe.

Originalmente, a expressão literatura de cordel não se referia a um gênero literário específico, e sim ao modo como os livretos eram expostos ao público, pendurados em um tipo de varal feito de cordas de barbantes.

Foto: Facebook Cordel na Paulicéia

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